Primeiro pára, senta-te e pensa o que pretendes de bem. Depois, pondera, não as hipóteses teóricas, mas as possibilidades reais. Então, entre duas realidades, podes escolher a melhor. Não, não é descobrir a única hipótese boa, mas sim, decidir entre coisas boas, qual é a melhor, a mais construtiva para si e para os outros. Se é fácil ou difícil, isso não conta.
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'

3 comentários:
Espantoso como em apenas uma frase se acaba por dizer tudo no final. A vida é cheia de encruzilhadas, com múltiplos caminhos, armadilhas (algumas de solução rápida outras nem tanto) e atalhos, com uns a levarem-nos em frente outros a conduzirem-nos de novo para trás.
Nem sempre, ao caminhar em frente se avança da mesma forma que é possível registar avanços recuando à retaguarda.
Teve-se um professor catita que, do alto dos seus 60 e alguns anos, dizia o seguinte: nos meus tempos de estudante, os professores tinham poder correctivo sobre os alunos; hoje já não têm; é a prova que nem toda a evolução é progresso.
Seria a vida pior se fosse mais fácil? Não tenho grandes dúvidas de que a pergunta merece resposta positiva convicta. Mas se a vida teimar em nos virar as costas, há que aproveitar sua bunda! Afinal, se estivermos cercados pelo inimigo, significa que poderemos atacar por qualquer lado... Há muito maior margem de actuação!
No fundo era isto...
Obrigada pela sua dose. A vida não é fácil, e é isso mesmo que faz dela interessante! As encruzilhadas e as armadilhas fazem parte da tarefa árdua que é: evoluir! Decidir é fácil.... difícil é "lidar" com a decisão. No entanto, as decisões mais difíceis são aquelas que nos estimulam e nos fazem crer que, só assim, viver vale a pena.... é por isso que, dificilmente, admito facilidades na minha passagem por este mundo. Obrigada
A vida é curta: enquanto (sobre)vivemos tudo falta, morrendo tudo sobra! Mas desejar arduamente o que se não tem é desprezar o que se possui...
A roda simboliza a vida e dá a ideia que cada vez que se movimenta a malta avança. Pura ilusão, uma vez que depois de uma volta completa ei-nos de novo na casa de partida...
Mas estranha vivência esta em que ocupamos metade dela a tornar miserável a outra parte. Afinal, se metade da vida é desejo a outra é insatisfação.
Por muito que tentemos optar e decidir sempre pelo melhor nunca saberemos aresposta, pois a vida não se suspende no ar a ponto de nos permitir ir espreitar na outra porta.
Em conclusão, nesta série interminável de surpresas que é a vida, nem La Palisse diria melhor: enquanto formos vivos... de alguma forma viveremos!
Uma vida doce é o que te desejo, a fazer jus ao início do teu nome...
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