Screaming with the sound of a smooth cover of White Stripes.....
(...) And I'm talking to myself at night, because I can't forget
Back and forth through my mind, behind a cigarette
And the message coming from my eyes, says: leave it alone. (...)
O outro também canta assim: "A Felicidade, todos nós queremos!!" :-PP
Sim, eu procuro essa felicidade! Tenho essa esperança. É enorme a expectativa, de que essa possa ser encontrada ao longo da vida. O resultado: são esperanças insatisfeitas e frustradas.
Sim, desde menininha que figuro essa sensação de alegria e bem estar... pinto quadros com muitas cores, imagens escolhidas por capricho... rabiscos ininteligíveis acerca dessa felicidade sonhada e falsamente determinada. Acho que posso considerar-me demasiado humana, talvez demasiado banal... Busco algo que talvez já tenha encontrado. Nunca satisfeita com o que tenho. Procuro mais e mais..... E é essa falta de discernimento que me deixa louca. Uma loucura repleta de pensamentos extravagantes. Afinal, talvez seja a aspiração sempre insatisfeita à felicidade que me deixa infeliz.
Sim, desde menininha que figuro essa sensação de alegria e bem estar... pinto quadros com muitas cores, imagens escolhidas por capricho... rabiscos ininteligíveis acerca dessa felicidade sonhada e falsamente determinada. Acho que posso considerar-me demasiado humana, talvez demasiado banal... Busco algo que talvez já tenha encontrado. Nunca satisfeita com o que tenho. Procuro mais e mais..... E é essa falta de discernimento que me deixa louca. Uma loucura repleta de pensamentos extravagantes. Afinal, talvez seja a aspiração sempre insatisfeita à felicidade que me deixa infeliz.
No final das contas, porque não buscar, apenas, a tranquilidade e a ausência da dor... das mágoas e das aflições. É, de facto, consideravelmente, mais satisfatório!!! Se pensarmos que passamos a desejar algo atingível.
Night thoughts....
Não vale a pena acender a luz e olhar para o relógio. É tarde, sinto-o... pelo frio que atravessa o meu corpo, pela dureza da madrugada. Devia tentar dormir, mas do silêncio nascem pensamentos, recordo palavras. Não queria, mas respiro-as, como se delas dependesse a minha existência: "A vida é um desencontro permanente" - é comum oferecermos a boca a outra que não a deseja, estendermos a mão e só existir vazio...! Mesmo assim, todos os dias partimos ao encontro dessa desarmonia e esperamos. Respiro, portanto, espero.... Quero desencontrar-me.
Devia dormir, mas o tempo passa... No fundo, o que eu quero é um tempo sem memória, um tempo limpo, que não traga palavras. Anseio por um vazio, uma tela sem cor ou imagens, um fundo de um poço, capaz de afogar tudo e não apenas o corpo... extinguir uma dor. No entanto, estou exausta, quero dormir, fechar os olhos... e esquecer.
Chove lá fora... e dentro de mim.
O caminho mais errado para a felicidade é vivermos, constantemente no grande mundo, à grande e à francesa, em festas e festinhas. Tentamos, assim, transformar o nosso miserável existir em inúmeras alegrias, gozos, prazeres e, consequentemente, em desilusão. Na verdade, não conseguimos evitar a desilusão, e muito menos as mentiras. O que dizemos, o que fazemos.... tudo mentira! No fundo, só podemos ser nós mesmos enquanto estivermos sozinhos. E se amares a solidão, amarás, igualmente, a liberdade!
Apenas quando estamos sós é que estamos livres. E cada um fugirá, suportará ou amará a solidão, dependendo da sua personalidade. Só na solidão.... o indivíduo cínico sente todo o seu cinismo! Já um altruísta, toda a sua grandeza!
Em poucas palavras: cada um sente o que é.
Simone... no seu melhor!
Já te dei o meu corpo, a minha alegria!
Já estanquei o meu sangue... quando fervia!
Olha a voz que me resta, olha a veia que salta, olha a gota que falta... para o desfecho da festa.
Por favor !
Deixa em paz o meu coração, que ele é um pote, até aqui, de mágoa.
E qualquer desatenção... Faça não !
Pode ser a gota d'água!
Freedom!!
Ele ficava doido, sentia-se possuído!! Ele sentia-a apagar-se... Fria, insensível ao gesto de afago, ao toque, a um simples carinho... só porque não sentia qualquer entusiasmo. Irreverência, faz parte do encanto dela. Ela sabia torna-se por vezes insuportável, com a mania de viver, aproveitar cada minuto, fazer tudo num só dia, como se fosse morrer no momento seguinte, a fazer de conta que.... hostil, alheada. Ele procurava o perdão... Mas agora não..... Agora ela quer recuperar a sensação de liberdade, de alegria de viver. Ela nem sabia que se poderia recuperar algo, a não ser objectos perdidos....
Enfim...
Tens nas mãos um mapa... elas sabem mais do que as minhas. Agora sei, não te deveria ter deixado entrar novamente na minha vida. Entraste por atalhos, caminhos que eu desconhecia. Agora sei... é tarde para tudo. Sem uma palavra, de novo me raptavas.... os descuidos pagam-se caro. No fundo, no fundo eu tenho a certeza: o que tu queres é o segredo, o código da minha alma, a chave do meu pensamento. Para o meu corpo não é necessário. Aqueles dias...
Como quem tece um xaile para o frio da alma, eu invento os teus braços nos meus ombros... o verão da tua boca na minha pele. No meu outono, agreste, invento-te. E a tua lembrança, que não foi nem houve, porque não existes... ou o teu destino é longe, e noutro lugar atravessa a noite.
É necessário sermos artistas!
Vivemos tempos imediatos, em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor (de cabeça ou do coração). Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho... Tomam-se conselhos e comprimidos... procuram-se escapes e alternativas, mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar... É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha que nos despedaça o coração, que nos mói e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais... mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Ahhhhhhreeee!!!

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigada a escutá-los, a dialogar com eles. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um «parvenu» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro. Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer "plof" e descer, liquidado. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.
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